quarta-feira, 27 de junho de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
O Contrato
Faz uns dois meses que combinamos que daríamos um tempo. Você precisa resolver umas coisas e eu refletir em algumas atitudes minhas. No contrato que assinamos, dizia também que, enquanto ficássemos distantes, ainda assim, seríamos um do outro. Mas estávamos livres para conhecer outro alguém. Assinei embaixo, mesmo sem querer.
Dias passam, eu seguro a mão de alguém que não é você, troco olhares com o garoto que passa aqui na rua todos os dias e quase beijo lábios que não eram os seus. Não sei o porquê, mas isso me assustou e preferi ficar quieta no meu canto enquanto você não voltava.
O engraçado é que, mesmo com todas as duvidas e incertezas que você possui em relação a nós dois, mesmo com outras pessoas surgindo entre nós, eu continuava insistindo e acreditando em nosso amor. E você, mais do que qualquer outra pessoa, sabia disso. Você também sabia que eu sairia de onde quer que eu estivesse para ir ao seu encontro. Você sabia que, caso eu tivesse marcado algo com um desses caras que dizem estar atrás de algo sério - e mais firme do que o que temos agora - e você ligasse dizendo que precisava me ver, eu arrumaria qualquer desculpa e ia atrás de você. A verdade é que, mesmo você tendo aberto inúmeras feridas no meu peito, se você me quisesse eu diria sim - até quando era pra dizer não.
Quando você me deixa em casa - depois de um cinema, uma caminhada pela praia à noite e mais coisas que namorados costumam fazer, mas amigos também fazem isso, certo? - depois de mais um encontro amigável, eu sinto aquela preocupação e fico querendo ligar e perguntar se você chegou bem, mas algo impede. Talvez seja o medo de parecer boba demais, pois no nosso contrato diz que ficaríamos amigos e nada mais sério que isso. Por enquanto.
O clima tá ótimo, mas eu com o meu dom de estragar qualquer clima bom entre nós dois, acabo falando ou fazendo algo que não era o momento certo e você decepciona-se e afasta-se. Eu choro, mas depois digo a mim mesma que serei menos intensa e passarei a ser daquelas mulheres em que seguram apenas a mão do carinha e se contentam com isso. Serei daquelas que não esperam uma mensagem de bom dia, que não torcem por uma ligação perdida e juro a mim mesma que é melhor assim, amizade colorida. Mas ai você volta trazendo junto consigo o seu jeito convencido, as paródias sem pé nem cabeça que você cria e a sua mania de fazer-me rir com qualquer bobagem. Mas mesmo estando feliz com sua "volta", eu pergunto: se rimos tanto juntos, se querendo ou não, procuramos o abraço um do outro, por qual motivo estamos longe? Se continuamos agindo como um casal, porque diabos estamos longe? Se juramos ainda ter um carinho especial um pelo outro, porque não ficamos juntos? Releio o contrato, porém não acho as respostas. Você não sabe me responder. Até que lembro-me que uma vez me disseram que amor nunca foi o suficiente para unir duas pessoas. Os dois tem que querer estar juntos de corpo e alma. Mas responda-me, se eu me interessar por outro alguém o que aconteceria? Se eu me sentisse segura em outros braços o que você faria? Se meus pensamentos não fossem mais voltados para você, como você reagiria? E nesse momento você pega em minha mão e com a outra acaricia o meu rosto dizendo que tem coisas a resolver, mas o seu amor ainda é meu. E eu peço para você não me olhar assim, não me tocar daquele jeito, não me beijar dessa forma, mas você com sua voz e esse jeito irresistível faz com que eu me esqueça do contrato e me entregue. E acabo esquecendo também da mulher-forte-e-que-não-precisa-de-você-para-ter-uma-vida-extremamente-feliz e deixo você deitar nas minhas pernas enquanto te faço um cafuné e volto a criar o nosso amor perfeito. Volto a buscar esperanças de um lugar desconhecido, acreditando que se não for hoje, amanhã você acaba ficando de vez. Mas eu não deixo você saber dessa minha esperança, porque pra ter você por perto um pouco, eu tive que não querer mais ter você por perto pra sempre*.
Mesmo triste, aceito e adapto-me a esse ciclo que ninguém entende. Continuamos seguindo o que diz no contrato só porque você é o homem que se diz resolvido, mas que acaba tornando-se mais um garoto confuso que abre a boca para dizer que me quer, mas que parecer não mover um dedo para ficarmos juntos. E assim vamos seguindo a vida: jurando a nós mesmos que estamos bem com essa situação, mas um vez ou outra deixando escapar entre um forte abraço, um cafuné e o entrelaçar de nossas mãos um "eu te amo!".
Dias passam, eu seguro a mão de alguém que não é você, troco olhares com o garoto que passa aqui na rua todos os dias e quase beijo lábios que não eram os seus. Não sei o porquê, mas isso me assustou e preferi ficar quieta no meu canto enquanto você não voltava.
O engraçado é que, mesmo com todas as duvidas e incertezas que você possui em relação a nós dois, mesmo com outras pessoas surgindo entre nós, eu continuava insistindo e acreditando em nosso amor. E você, mais do que qualquer outra pessoa, sabia disso. Você também sabia que eu sairia de onde quer que eu estivesse para ir ao seu encontro. Você sabia que, caso eu tivesse marcado algo com um desses caras que dizem estar atrás de algo sério - e mais firme do que o que temos agora - e você ligasse dizendo que precisava me ver, eu arrumaria qualquer desculpa e ia atrás de você. A verdade é que, mesmo você tendo aberto inúmeras feridas no meu peito, se você me quisesse eu diria sim - até quando era pra dizer não.
Quando você me deixa em casa - depois de um cinema, uma caminhada pela praia à noite e mais coisas que namorados costumam fazer, mas amigos também fazem isso, certo? - depois de mais um encontro amigável, eu sinto aquela preocupação e fico querendo ligar e perguntar se você chegou bem, mas algo impede. Talvez seja o medo de parecer boba demais, pois no nosso contrato diz que ficaríamos amigos e nada mais sério que isso. Por enquanto.
O clima tá ótimo, mas eu com o meu dom de estragar qualquer clima bom entre nós dois, acabo falando ou fazendo algo que não era o momento certo e você decepciona-se e afasta-se. Eu choro, mas depois digo a mim mesma que serei menos intensa e passarei a ser daquelas mulheres em que seguram apenas a mão do carinha e se contentam com isso. Serei daquelas que não esperam uma mensagem de bom dia, que não torcem por uma ligação perdida e juro a mim mesma que é melhor assim, amizade colorida. Mas ai você volta trazendo junto consigo o seu jeito convencido, as paródias sem pé nem cabeça que você cria e a sua mania de fazer-me rir com qualquer bobagem. Mas mesmo estando feliz com sua "volta", eu pergunto: se rimos tanto juntos, se querendo ou não, procuramos o abraço um do outro, por qual motivo estamos longe? Se continuamos agindo como um casal, porque diabos estamos longe? Se juramos ainda ter um carinho especial um pelo outro, porque não ficamos juntos? Releio o contrato, porém não acho as respostas. Você não sabe me responder. Até que lembro-me que uma vez me disseram que amor nunca foi o suficiente para unir duas pessoas. Os dois tem que querer estar juntos de corpo e alma. Mas responda-me, se eu me interessar por outro alguém o que aconteceria? Se eu me sentisse segura em outros braços o que você faria? Se meus pensamentos não fossem mais voltados para você, como você reagiria? E nesse momento você pega em minha mão e com a outra acaricia o meu rosto dizendo que tem coisas a resolver, mas o seu amor ainda é meu. E eu peço para você não me olhar assim, não me tocar daquele jeito, não me beijar dessa forma, mas você com sua voz e esse jeito irresistível faz com que eu me esqueça do contrato e me entregue. E acabo esquecendo também da mulher-forte-e-que-não-precisa-de-você-para-ter-uma-vida-extremamente-feliz e deixo você deitar nas minhas pernas enquanto te faço um cafuné e volto a criar o nosso amor perfeito. Volto a buscar esperanças de um lugar desconhecido, acreditando que se não for hoje, amanhã você acaba ficando de vez. Mas eu não deixo você saber dessa minha esperança, porque pra ter você por perto um pouco, eu tive que não querer mais ter você por perto pra sempre*.
Mesmo triste, aceito e adapto-me a esse ciclo que ninguém entende. Continuamos seguindo o que diz no contrato só porque você é o homem que se diz resolvido, mas que acaba tornando-se mais um garoto confuso que abre a boca para dizer que me quer, mas que parecer não mover um dedo para ficarmos juntos. E assim vamos seguindo a vida: jurando a nós mesmos que estamos bem com essa situação, mas um vez ou outra deixando escapar entre um forte abraço, um cafuné e o entrelaçar de nossas mãos um "eu te amo!".
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Nota: Meus lindos, quanto tempo. Ando bem ausente, eu sei, mas volto a dizer que não abandonei aqui certo? Achei esse texto aqui nos perdidos que fiz no começo do ano, mas arrumei algumas coisas e agora resolvi postar. Espero que gostem.
* trecho de um texto da Tati talentosíssima Bernardi
quinta-feira, 8 de março de 2012
Parabéns a você, mulher.
Parabéns a você que aguenta a cada mês do ano uma cólica insuportável e as terríveis mudanças hormonais.
Parabéns a você que mesmo destruída por dentro, consegue levantar a cabeça e seguir em frente mostrando ser forte.
Parabéns a você que carrega um filho durante nove meses no seu ventre e que está disposta a fazer tudo para protegê-lo e para lhe dar uma boa educação.
Parabéns a você que ama esmaltes, faz coleção de sapatos e surta ao ver que sua loja favorita está em liquidação.
Parabéns a você mãe, filha, amiga, esposa, namorada, irmã, tia, avó.
Parabéns a você que é sensível, batalhadora, guerreira, sonhadora e que mesmo conhecendo um grande cafajeste, continua acreditando no amor verdadeiro.
Parabéns a você que fica toda boba ao ver o filho dando os primeiros passos sozinho e que chega a chorar ao ver que ele já está crescido e não precisa tanto de seus cuidados.
Parabéns a você que liga para uma amiga pra compartilhar aquela novidade, que se desespera ao quebrar uma unha e que, pode até dizer que não, mas lá no fundo você não dispensa um elogio.
Parabéns a você que chora ao assistir aquele filme, a você que diz que não vai ligar mais para aquele cara e depois não resiste aos "encantos" dele.
Parabéns a você que aprende, mas que também tem muito a ensinar. Parabéns a você que espera a ligação no final do dia, que sorrir ao ler um SMS e que espera dormir de conchinha depois do sexo. Parabéns a você loira, morena, ruiva, branca, negra, mulata, amarela, indigena. Parabéns a você, a nós, mulheres.
Parabéns a você que mesmo destruída por dentro, consegue levantar a cabeça e seguir em frente mostrando ser forte.
Parabéns a você que carrega um filho durante nove meses no seu ventre e que está disposta a fazer tudo para protegê-lo e para lhe dar uma boa educação.
Parabéns a você que ama esmaltes, faz coleção de sapatos e surta ao ver que sua loja favorita está em liquidação.
Parabéns a você mãe, filha, amiga, esposa, namorada, irmã, tia, avó.
Parabéns a você que é sensível, batalhadora, guerreira, sonhadora e que mesmo conhecendo um grande cafajeste, continua acreditando no amor verdadeiro.
Parabéns a você que fica toda boba ao ver o filho dando os primeiros passos sozinho e que chega a chorar ao ver que ele já está crescido e não precisa tanto de seus cuidados.
Parabéns a você que liga para uma amiga pra compartilhar aquela novidade, que se desespera ao quebrar uma unha e que, pode até dizer que não, mas lá no fundo você não dispensa um elogio.
Parabéns a você que chora ao assistir aquele filme, a você que diz que não vai ligar mais para aquele cara e depois não resiste aos "encantos" dele.
Parabéns a você que aprende, mas que também tem muito a ensinar. Parabéns a você que espera a ligação no final do dia, que sorrir ao ler um SMS e que espera dormir de conchinha depois do sexo. Parabéns a você loira, morena, ruiva, branca, negra, mulata, amarela, indigena. Parabéns a você, a nós, mulheres.
8 de Março - Dia Internacional da Mulher
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Para alguém que (talvez) nem lembra mais de mim.
"O seu sorriso não me sai do pensamento.
Vê se volta amor, eu não posso te perder.
Eu não consigo sem você, ficar distante é tão ruim
'cê' sabe que o meu amor é você."
Sei que prometi sumir de sua vida, assim como prometi pra mim mesma que não choraria, não lembraria de você, não sofreria mais por quem não merece minhas lágrimas e talvez nem o meu amor, mas quebrei todas as promessas. Chorei ao escutar a nossa música, lembrei de você ao acordar e antes de dormir e acabei sofrendo por ver que não estás mais ao meu lado. E agora quebrei a primeira promessa que eu tinha feito: deixar você seguir sem mim. Não dá menino, não dá.
Ninguém entende porque eu continuo insistindo em nós dois, me chamam de louca, falam que eu gosto de sofrer, mas você pode cometer 99 erros, mas sempre terá 1 motivo pra mim insistir em você. Em nós.
Sinto sua falta, menino. Sinto falta do jeito em como segurava em minha mão e de como você ficava lindo quando sentia vergonha de algo. Sinto falta do seu sorriso e do seu olhar. Sinto falta do seu cheiro, da sua voz, do seu abraço. Sei que posso viver sem você, mas eu não quero. Quando penso que estou lhe esquecendo tem algo que sempre me faz lembrar de você. Seja uma música, a vizinha que de tanto lhe ver em minha casa pergunta por você quando você não vem ou até mesmo seu programa favorito. Tá difícil, menino. Não estou conseguindo sem você.
Lembra daquele dia que nos reencontramos depois de tanto tempo sem nos ver? Então, eu pensei que já estava preparada pra te ver, que não sentiria mais nada, porém foi uma grande ilusão. Vi que o amor só fez crescer, crescer e crescer. E meu coração acelerar. E eu me perguntei: cadê aquela menina forte que já conseguia caminhar sem você? Desapareceu. Sumiu de uma hora para outra.
Ontem fui ao cinema assistir aquela comédia que nós tanto queríamos assistir. O filme é bom, mas do que adianta está em um cinema assistindo um filme ótimo se eu não tenho você ao meu lado pra rir comigo? Do que adianta comprar um vaso de pipoca se eu não tenho você para dividir? Nada adianta. Descobri que tem vezes que só vemos que precisamos muito de algo quando estamos longe, e assim eu descobri que preciso de você mais do que eu imaginava. Por isso estou aqui largando tudo e correndo atrás da pessoa que eu amo, pois tudo o que eu preciso está em outra rua, em outra casa, conhecendo novas pessoas e deixando de contar a elas a nossa história.
Me diz, você está feliz? Acho que sim, não é? Mas ao encostar a cabeça no travesseiro você não lembra nem um pouquinho de mim? Eu não te fiz bem nem um pouquinho sequer? Você me fez tão bem. Eu posso ser feliz sozinha, eu sei disso, mas serei muito mais se souber que terei você comigo "sempre". Eu posso aguentar tudo sem reclamar, se eu tiver a certeza de que ao chegar em casa você estará a minha espera para mim acolher e me ouvir contar sobre meu dia. Eu posso sim enfrentar meus medos e a vida com um sorriso, se eu souber que você estará segurando a minha mão.
Desculpa, desculpa. Eu sei que não deveria lhe mandar esta carta, mas a gente cansa de guardar certas coisas para nós mesmos. Eu cansei de guardar essa saudade que sinto de nós dois, de você. Cansei de prender esse amor. Cansei de ficar longe de você. Por isso estou aqui de braços e coração aberto. Medo? Tenho sim, muito. Medo de que dê tudo errado de novo, de sofrer mais uma vez, mas algo tá faltando algo (leia-se "você") e eu gastei todas as minhas fichas para apostar em você novamente. Faz com que dê certo. Estou jogando tudo pro alto, as promessas, as tentativas de lhe esquecer, o medo... Faça o mesmo. Se você, assim como eu deseja tanto que as coisas entre nós dêem certo, vem. Segura na minha mão e vamos caminhar juntos. Lado a lado. Mas se tiver a intenção de soltá-la, pode ir. Nem responde essa carta, nem me procura mais. Só leva as lembranças que tenho de você. Está em suas mãos, vem?
Um beijo da sua menina, do seu amor, da sua pequena
que espera noticias suas. Eu te amo.
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O início do texto é a música
"Eu não consigo sem você - Exaltasamba."
domingo, 22 de janeiro de 2012
Sobre as coisas que eu acredito e mais um pouco de mim.
Muitas vezes é necessário largar a mão do pai, soltar a barra da saia da mãe e enfrentar a vida sozinho por mais difícil que seja. É necessário sair e colocar a máscara de sou-forte-e-resolvo-minhas-coisas-sozinho. Jogue uma pedra no telhado do vizinho aquele que nunca quis fugir do mundo no mínimo por uma hora. Alguém jogou? Algo me diz que não.
Acredito que todos nós temos um lado que precisa de carinho, amor, proteção. Até aquelas pessoas que se dizem fortes e capazes de aguentar tudo o que a vida nos proporciona. Eu, você, aquela sua tia chata que sempre pergunta se você arranjou um namoradinho, aqueles que não tem abrigo, o policial, todo mundo precisa de um lugar para sentir-se em paz, para fugir desse turbilhão de problemas, dessa violência que vem aumentando a cada dia e assim entrar em contato com um mundo só nosso. Ou melhor, só seu. E posso contar uma coisa para vocês? Eu já achei esse lugar. Quando preciso fugir do mundo me tranco em meu quarto e corro atrás dos meus livros, minhas músicas e minha agenda que tem minhas citações e textos prediletos - sim, eu tenho uma agenda. Sinto-me bem quando leio ou escuto algo que transmite o que sinto naquele momento ou diz um pouco do que sou. As palavras têm esse poder de nos deixar bem ou mal, sabe? E caso esse "ritual" não resolva, peço um abraço ou colo a minha mãe - aprendi recentemente que se tem alguém que eu poderei confiar 100% é minha mãe, mas isso é outra história.
Você deve está se perguntando - ou não - quem sou eu para falar do que todo mundo precisa, sendo que não passo de uma adolescente que acabou de completar dezesseis anos, certo? Eu mesma sei que ainda estou crescendo, mas a cada dia que passa venho aprendendo com alguns erros e tentando me transformar em uma pessoa melhor a cada dia. É amigo, a vida não espera que tenhamos uma idade suficiente - se é que existe isso de "idade suficiente" - para nos "convidar" a enfrentá-la. Mais cedo ou mais tarde teremos que nos tornar pessoas responsáveis e capazes de resolver suas próprias coisas. Ou seja, teremos que amadurecer. Porém, se tem um lado meu que jamais amadurecerá é o de "se dar" para as pessoas. Se gosto de alguém, gosto verdadeiramente. Sou intensa. Talvez seja um grande defeito, não sei, mas já perdi as contas de quantas vezes coloquei outras pessoas como prioridade. É um erro, eu sei, porém é algo do qual não consigo me livrar. Agrado, ajudo, abraço, largo o que estiver fazendo quando vejo que precisam de mim e por ser assim tomo MUITO na cara - é em caps lock, negrito, itálico e sublinhado para vocês verem que é muito mesmo. Sou boa com quem é comigo, mas caso queira conhecer meu lado ruim... Cuidado, tenho o costume de me surpreender com o meu próprio eu. Posso ser azeda, doce, gentil, cobra... Enfim, posso ser o que você mais esperar, porém na hora em que eu quiser.
Sou daquelas que não esconde o que sente. Se amo, demonstro como posso. Se não gosto, demonstro também. Uma duvida: se não vou com a sua cara, por qual motivo tenho que ficar lhe dando sorrisinhos e forçando amizade? Isso não combina comigo. Mas caso você seja aquela menina-super-chata-que-eu-não-suporto, porém me diga um "oi", eu responderei. Entendam: forçar simpatia e ser falsa é uma coisa, ser educado com quem você não gosta é outra totalmente diferente. Se sinto ciúmes, sinto mesmo. Mando você ir atrás daquela pessoa, mas morro de medo que realmente vá - e isso serve para amigos também. Se vou a um lugar e não gosto, digo a verdade - minha mãe sabe muito bem isso.
Portanto, tenho um lado adulto - que ainda estou descobrindo - e um lado infantil. Sou um livro que tem aquelas partes maravilhosas e outras que nos faz ficar entediados. Algumas pessoas conseguem prosseguir e continuam a leitura, outras fecham o livro antes mesmo de chegar a metade. Se quiser ler, fique a vontade, quem sabe você goste da história. Caso não queira, opção sua. Talvez eu seja complicada demais para o seu raciocínio. Uma verdadeira tempestade em copo d'água.
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Notas: Olá meus lindos, como estão?
Me desculpem por ficar tanto tempo sem postar, mas vem acontecendo tantas coisas que eu nem tenho coragem de escrever.
Talvez o texto tenha saído meio confuso, não sei.
E vocês, estão bem? Um dia saberei criar títulos melhores.
Um beijo grande.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Adeus ano velho, feliz ano novo.
Mais um ano chega ao fim. Junto com ele vem as lembranças de tudo o que fizemos em dois mil e onze, e a esperança de que o novo ano seja melhor e venha repleto de coisas boas.
O último dia do ano é o dia em que mais recordamos as coisas. Os erros e aprendizados. As decepções e dores que chegamos a pensar que não passariam, mas passou - independente da demora. Recordamos quem chegou e ficou, quem chegou e foi embora. Os sorrisos e momentos ao lado das pessoas que fazem diferença em nossa vida. Os momentos de brincadeira, palhaçada, diversão, felicidade. Momentos que nunca serão esquecidos! E, infelizmente, lembramos - com o coração partido - daquele alguém que partiu para um lugar melhor.
Eu costumo dizer que final de ano, aquele finalzinho de dezembro é tempo de retrospectiva. De rever o que fizemos, as coisas boas, as ruins, quem magoamos, quem nos magoou. É tempo de pedir perdão, união e querer estar com quem se ama. É sentir saudades de quem está longe. É ir à praia e pular as sete ondinhas, usar vermelho pra ter sorte no amor e branco pra ter paz. É tempo de pensar em mudanças, em livrar-se de coisas ruins e prosseguir com as coisas boas. É ver o belo show de fogos de artificio e, principalmente, agradecer a Deus por poder ver a chegada de um novo ano. É recomeçar do zero, dar uma chance a si mesmo e ao próximo. É dar uma nova chance ao amor, por mais que "ele" tenha nos magoado outra vez.
Gostaria de desejar a vocês que sorriam nesses 365 dias, a vocês que choraram e deseja que ano que vem seja só sorrisos. A você que perdeu alguém especial, mas sabe que essa pessoa está em um bom lugar. A você preto, branco, alto, baixo, gordo, magro. A você que acredita em mudanças e que deseja ser uma pessoa melhor neste novo ano. A você que se orgulha das coisas que fez. A você que reconheceu que errou e engoliu o orgulho para pedir desculpas e foi atrás de uma nova chance. A você que chorou por amor ou ficou feliz pela chegada dele. A você que agradece por mais um dia de vida. A você que sabe perdoar e que mesmo depois de tantas rasteiras, tantos tombos, conseguiu levantar-se. Enfim, desejo a todos nós uma virada de ano espetacular. Uma virada de ano bem gostosa, daquelas que dá gostinho de quero mais. E um dois mil e dose muito bom. Com paz, saúde que é o que realmente importa, novas amizades (e lembrem-se de conservar os velhos!), felicidade, fé e continuem a transbordar amor. Fez aquelas famosas listas? Tente colocar em prática o que você quer fazer. Não deixe só na teoria não. Quer um ano novo diferente? Isso só depende de você, pois a diferença é você quem faz.
E como post-it deixo uma simples palavra, mas que faz toda diferença: recomeçar.
Feliz 2012!
"Adeus ano velho, feliz ano novo
que tudo se realize no ano que vai nascer.
Muito dinheiro no bolso,
saúde pra dar e vender."
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Nota: Último post do ano, awn.
Obrigada a vocês que me seguiram e acompanham o blog,
sou muito grata.
Brinquem, sorriam, compartilhe.. VIVA! Faça esse novo ano valer a pena.
Um grande beijo, lindos. :D
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Carta ao bom velhinho.
Salvador, 24 de Dezembro de 2011.
Querido Noel,
como andam as coisas aí no Pólo Norte? Muita neve, correria e correspondências? E os preparativos estão a todo vapor?
Bom, este ano eu fui uma boa garota. Juro. Claro que cometi uns deslizes, discuti com alguns dos meus familiares, mas fui bem na escola, até passei de ano, mereço um parabéns, concorda?
Bom, este ano eu fui uma boa garota. Juro. Claro que cometi uns deslizes, discuti com alguns dos meus familiares, mas fui bem na escola, até passei de ano, mereço um parabéns, concorda?
Sabe bom velhinho, posso lhe dizer sinceramente o que eu gostaria de pedir? Paz e amor. Como vemos, parece que o mundo vem ficando pior a cada dia. Quase ninguém sabe mais o quanto é importante sermos unidos e estão se esquecendo do que é viver em sociedade. Por que, Noel? Porque muitos falam em mudar o mundo e não agem? Será que eles não sabem que só falar não adianta, que temos mesmo é que agir? Será que não entendem que para melhorar o nosso planeta temos que modificar primeiramente nosso interior, nossa maneira de ver e agir em relação à algumas coisas e pessoas? Ah, querido Noel, isto era pra ser uma carta alegre e eu aqui lhe fazendo perder tempo com minhas preocupações e perguntas sem respostas. Desculpa-me? Juro que a minha intenção não era essa.
Como sei que não pode me dar "sentimentos", peço-lhe bens materiais. Gostaria que pudesse trazer aquele brinquedo que está em alta para meu irmão e um lindo vestido vermelho para minha mãe. Uma barbie pra minha sobrinha e caso seja possível, panetones às pessoas que passam necessidades e faça com que eles sintam a magia do natal. Para mim? Aceito uns dois livros e umas boas risadas neste dia natalino.
Te espero ansiosamente.
Perto da janela tem biscoitos com um copo de leite.
Feliz natal, bom velhinho.
HOHOHO.
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Nota: Como vocês podem ver, esta é uma carta com tema natalino. (óbvio)
Ou seja, foi escrita no dia 24/12/2011, porém, só pude postar agora.
Mesmo atrasado, gostaria de desejar um feliz natal a todos vocês.
Um beijo!
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